Encerramento do Ano Jubilar

Peregrinos da Esperança!

Sob o lema “Peregrinos da Esperança”, o Papa Francisco nos convocou a caminhar firmes na certeza de que “a esperança não decepciona” (Rm 5,5). Ao proclamar este Ano Jubilar, Francisco ressaltou que a verdadeira esperança habita o coração de cada cristão, sustentando-nos nas alegrias e provações da caminhada.

Ao aproximarmos do encerramento deste tempo de graça, somos convidados a renovar o nosso compromisso de trilhar os caminhos que Deus, em sua infinita misericórdia, nos designou. Caminhos de fé, de conversão e de entrega generosa ao serviço do Reino.

Este lema nos recorda que somos, por essência, peregrinos: homens e mulheres em constante movimento, edificando dia após dia uma fé sólida, viva e encarnada na realidade. Peregrinamos ao encontro dos irmãos e irmãs que mais necessitam da graça de Deus, levando-lhes o carinho, a compaixão e o amor salvífico de Cristo, que cura, liberta e restaura.

Que, ao encerrarmos este Ano Jubilar, não deixemos que as experiências vividas se percam, mas que se transformem em atitudes concretas no cotidiano de nossa vida cristã. Que a esperança celebrada neste tempo continue a iluminar nossos passos, fortalecendo-nos na missão de sermos sinais vivos do amor de Deus no mundo.

Igreja em Saída

Em sua homilia, Dom João exortou a Igreja à urgência de “sair”, recordando-nos que, enquanto peregrinos, somos conduzidos pelo Espírito Santo a ir além de nós mesmos. Uma Igreja que se coloca a caminho não permanece fechada em suas estruturas, mas se abre à missão, tornando-se sinal vivo da esperança que brota do Evangelho.

Ser peregrinos da esperança é assumir o compromisso de anunciar Cristo mesmo diante dos desafios das periferias geográficas, indo ao encontro daqueles que se encontram excluídos da sociedade, esquecidos, distantes dos centros urbanos e privados, muitas vezes, de direitos básicos e de acompanhamento pastoral. É uma Igreja que caminha, escuta, acolhe e se faz presença onde a vida clama por dignidade.

Ao mesmo tempo, somos chamados a peregrinar pelas periferias existenciais, marcadas pela solidão, pela dor, pelo sofrimento, pela indiferença e pela perda do sentido da vida. Nesses espaços, a missão se concretiza no auxílio ao próximo, na escuta atenta, no cuidado fraterno e na promoção de uma convivência comunitária baseada no amor, na misericórdia e na fraternidade.

Diante de tudo o que foi vivido, expressamos nossa sincera e profunda gratidão a todos aqueles que, de forma direta ou indireta, contribuíram para a construção e vivência do Ano Jubilar em nossa Diocese. Cada gesto, cada serviço prestado, cada oração e cada disponibilidade foram sinais concretos de comunhão e corresponsabilidade na missão da Igreja.

Que as graças colhidas neste tempo especial não se encerrem com o término do Jubileu, mas que reverberem nos anos futuros, fortalecendo nossa caminhada pastoral, renovando o ardor missionário e impulsionando-nos a seguir como uma Igreja viva, unida e comprometida com o anúncio do Evangelho.

Que o Espírito Santo continue a iluminar nossos passos, para que as sementes lançadas durante este Ano Jubilar frutifiquem abundantemente, gerando perseverança na fé, crescimento na esperança e testemunhos concretos de caridade em toda a nossa Diocese.

Sigamos, portanto, como verdadeiros Peregrinos da Esperança, sustentados pela fé, animados pela caridade e conduzidos pela certeza de que o Senhor caminha sempre conosco.

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