Dia de Finados recorda os entes queridos, renova a fé na vida eterna e reflete sobre o sentido da existência

Por ocasião do Dia de Finados, celebrado em 2 de novembro, o arcebispo de Santa Maria (RS), dom Leomar Brustolin, publicou um artigo no qual reflete sobre a saudade daqueles que partiram, o significado da oração pelos falecidos e a esperança cristã na ressurreição. Para o arcebispo, a data não deve ser compreendida apenas como um momento de lembrança dos mortos, mas também como uma oportunidade para os vivos redescobrirem o valor do amor e da fé.

Dom Leomar destaca que a experiência da perda faz parte da existência humana e que a fé não elimina a tristeza provocada pela separação. Ao recordar que Jesus chorou diante do túmulo de Lázaro, o arcebispo ressalta que o sofrimento pela ausência de alguém querido não contradiz a esperança cristã.

“A fé não elimina o sofrimento provocado pela separação; oferece-lhe um horizonte”, afirma.

O arcebispo também chama a atenção para o sentido cristão das visitas aos cemitérios. Segundo ele, levar flores, acender velas e cuidar dos túmulos são gestos de amor e respeito, mas a vivência da fé deve ir além dessas manifestações, especialmente por meio da oração pelos falecidos.

“Nós os confiamos a Deus, suplicando que, em sua infinita misericórdia, os acolha na plenitude da vida eterna. A comunhão permanece, mas acontece em Cristo”, explica.

Nesse contexto, dom Leomar destaca a importância da Eucaristia, recordando o exemplo de Santa Mônica, que pediu aos filhos que se lembrassem dela junto ao altar do Senhor. Para o arcebispo, celebrar pelos falecidos significa confiar suas vidas à Páscoa de Cristo e reafirmar a esperança na ressurreição.

Reflexão sobre a vida e a esperança

O artigo também apresenta o Dia de Finados como uma ocasião para refletir sobre a própria existência. Dom Leomar observa que a lembrança da morte ajuda a reconhecer o valor do tempo, a cultivar o essencial e a compreender cada dia como uma oportunidade de amar e servir.

Ao citar a Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses, o arcebispo recorda que a esperança cristã não significa ausência de tristeza, mas a confiança na ressurreição de Jesus Cristo.

“A esperança cristã não é um consolo imaginário diante do inevitável, mas a confiança fundada na ressurreição de Jesus Cristo”, ressalta.

Ao concluir, dom Leomar convida os fiéis a transformarem a experiência de Finados em atitudes concretas no cotidiano, valorizando os relacionamentos, o perdão e a atenção às pessoas.

“Ao deixar o cemitério, portanto, deveríamos sair um pouco diferentes de quando entramos. Mais conscientes de que o tempo é breve, mais dispostos a perdoar, menos preocupados com coisas pequenas, mais atentos às pessoas que ainda podemos abraçar”, conclui.

Leia o artigo completo (aqui).

Fonte: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Disponível em: https://www.cnbb.org.br/dia-de-finados-recorda-os-entes-queridos-renova-a-fe-na-vida-eterna-e-reflete-sobre-o-sentido-da-existencia/. Acesso em: 30 de outubro de 2026.

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